Prefeitura rompe contrato de duplicação da Antonia Mugnatto

Em mais de um ano, a empresa só conseguiu executar 8% da obra de R$ 25,3 milhões

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Marcelo Fontes
Mastrangelo Reino / A Cidade
Moradores querem a duplicação da avenida Antônia Mugnatto Marincek; veja galeria de fotos da avenida (Foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

 

A Prefeitura de Ribeirão Preto publicou no Diário Oficial do Município (DOM) desta quinta-feira (5), o rompimento unilateral do contrato com a empresa Prime, responsável pela duplicação da avenida Antonia Mugnatto Marincek, no Ribeirão Verde, zona Leste.

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Em mais de um ano – contrato é do dia 7 de junho de 2016 –, a obra pouco andou e a prefeitura pagou 8% dos R$ 25,3 milhões previstos na licitação. Agora o Executivo deve chamar a segunda colocada da licitação.

Mesmo chamando a segunda colocada da licitação, é provável que um novo certame ocorra, já que a Prime jogou o preço da obra para baixo para garantir a vitória em 22016 - a prefeitura estimava que gastaria R$ 35 milhões.

O ACidade ON tentou contato com Wagner Bonini, responsável pela empresa Prime, mas não conseguiu contato. A duplicação da avenida está sendo com verbas do governo federal, através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Na Câmara

Por conta dos problemas da obra da Antonia Mugnatto Marincek, a Câmara teve uma Comissão Especial de Estudos (CEE) e atualmente tem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O vereador Alessandro Maraca (PMDB), presidente das duas comissões, comemorou a decisão da prefeitura, mas ressaltou que ela poderia ter vindo bem antes.

“Mostramos todos os problemas da obra há três meses, no relatório final da CEE. Agora, com o fim do contrato da Prime, vamos analisar na CPI se a obra referente aos pagamentos realizados de fato foi feita”, explicou Maraca.

Segunda vez

A mesma Prime já tinha dado ‘dor de cabeça’ para a prefeitura em 2015 nas obras do Jardim Itaú, também bancada pelo PAC. Naquela ocasião, a empresa só conseguiu executar R$ 1,1 milhão dos R$ 2,9 milhões previstos, menos de metade do contrato.

A Prime só conseguiu participar da licitação da Antonia Mugnatto Marincek por determinação da Justiça, pois ela havia sido inabilitada pela prefeitura.


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