Conselho de Ética pede esclarecimentos de vereadores citados no celular do Plastino

Órgão descartou, no momento, o afastamento dos parlamentares e disse que situação pode mudar caso a Câmara receba representações

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    • Marcelo Fontes
Weber Sian / A Cidade
Conselho de Ética se reuniu nesta terça-feira (12); veja mais fotos na galeria (foto: Weber Sian / A Cidade)



O Conselho de Ética a Câmara de Ribeirão Preto realizou na manhã desta terça-feira (12), reunião extraordinária para tratar da citação do nome de seis vereadores da atual legislatura no celular do empresário Marcelo Plastino. A supostas acusações vão de recebimento de dinheiro até a situação de funcionário fantasma da empresa Atmosphera.

O presidente do Conselho, Lincoln Fernandes (PDT), emitiu um documento solicitando, dentro do prazo de cinco dias úteis, um posicionamento da Mesa Diretora e dos seis vereadores citados nas anotações de Plastino.

VEJA FOTOS DA REUNIÃO DO CONSELHO

“O Conselho está limitado a isso neste momento. Lógico que se surgirem representações contra os vereadores, ainda pode ser instalado um processo de investigação. Funciona desta forma. O Conselho age após ser provocado e até agora, 9h47 da terça-feira, não foram feitas representações à Câmara”, disse Lincoln.

De acordo com o Conselho, a situação não é merece o afastamento dos parlamentares. Também foi descartada, nesse momento, a saída de Rodrigo Simões (PDT), um dos citados, da presidência da Câmara.

Também participaram da reunião Isaac Antunes (PR), vice-presidente do Conselho, e os demais membros: Fabiano Guimarães (DEM), Maurício Vila Abranches (PTB) e Paulinho Pereira (PPS).

Vereadores negam

A o relatório que a Polícia Federal fez sobre as informações do celular do empresário Marcelo Plastino veio à tona no dia 6 de setembro. Lá, além de Rodrigo, aparecem os nomes de Maurício Gasparini (PSDB), Adauto Marmita (PR), Jean Corauci (PDT), Alessandro Maraca (PMDB) e Ariovaldo de Souza, o Dadinho (PTB).

O celular foi apreendido no final de novembro de 2016, pela Operação Sevandija, após Plastino cometer suicídio dentro do apartamento de luxo em que morava na zona Sul de Ribeirão Preto.
Todos os vereadores negam ter recebido qualquer vantagem ilícita do empresário Marcelo Plastino.
 


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