Alunos protestam contra demissão em massa de professores

Ato aconteceu no final da tarde desta quarta-feira (6), na avenida Maurílio Biaggi, em frente ao grupo Estácio

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    • Júlia Fernandes
Matheus Urenha / A Cidade
Cárila, Giulia e Carollina protestaram contra a demissão em massa (Foto: Matheus Urenha/ A Cidade)

 

Cerca de 40 alunos do grupo Estácio, localizado, em Ribeirão Preto, na avenida Maurílio Biaggi, protestaram, nesta quarta-feira (6), contra a demissão em massa de professores, ocorrida no início da semana. Ao todo, 1,2 mil docentes foram desligados no país e, aproximadamente, 70 só na unidade local da instituição. O grupo só informou, por meio de nota, que está realizando uma “reorganização de base”.

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Contudo, para Cárila Alves de Gonçalves, 34 anos, estudante do 5º período de direito, a decisão tomada pelo grupo abala diretamente a qualidade de ensino da faculdade. “Eles demitiram excelentes profissionais e quem perde somos nós. Reduzem os custos e, ao mesmo tempo, aumentam a mensalidade. Todos os alunos, de todos os cursos, foram afetados”, explica.

Stéfanie Sanchez, 22, que também participou do protesto, diz que a preocupação, agora, é com o destino do curso. A estudante de publicidade e propaganda diz que todos os professores da grade de comunicação foram demitidos. No entanto, os alunos ainda não foram comunicados oficialmente pela Estácio.

“É chocante, porque o curso é contínuo. Por isso, criamos um vínculo com esses mestres, que, na verdade, deveriam nos acompanhar até o final do curso”, afirma. “Não sabemos se a graduação vai continuar, porque também não temos a quem perguntar, já que até os coordenadores foram demitidos. Queremos uma posição da faculdade”, completou.

Outro lado

Por meio de nota, o grupo Estácio afirma que o processo envolveu o desligamento de profissionais da área de ensino e o lançamento de um cadastro reserva de docentes para atender a possíveis demandas nos próximos semestres, segundo as evoluções curriculares.

A instituição também ressaltou que os profissionais que vierem a fazer parte do quadro da empresa serão contratados pelo regime CLT e justificou dizendo que a “reorganização tem o objetivo de manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório”, diz a empresa por meio de nota à imprensa.

Matheus Urenha / A Cidade
Alunos da Estácio em Ribeirão Preto (Foto: Matheus Urenha/ A Cidade)

 

 


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Comentário

aristides marchetti filho

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Empregado & patrão. Eis a questão. Quanto ao mais a educação dá lucro aqueles que a comercializam. No mais, embromação. Que os alunos busquem obter o diploma. E só.