Ferroviária vence Inter nos pênaltis e é campeã da Copa Paulista

Locomotiva passa sufoco, mas garante a festa da torcida na Arena da Fonte ao vencer por 7 a 6 nas penalidades

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    • Tom Oliveira
Beto Boschiero/AFE
Jogadores comemoram o gol da Ferroviária (Beto Boschiero/AFE)

 

Não havia como ser mais especial. No ano em que Araraquara completa 200 anos de existência, um dos seus maiores símbolos, a Ferroviária, com sua camisa grená pesada e imponente, venceu a Inter de Limeira e sagrou-se bicampeã da Copa Paulista.

Foi suado. Numa disputa elétrica e angustiante nos pênaltis, o goleiro Tadeu se tornou o herói da decisão pegando a cobrança de Marquinhos no canto esquerdo. Foram nove cobranças de cada lado, com a vitória por 7 a 6.

O time lutou, batalhou e, no sufoco, conseguiu definir o título, um dos mais importantes da história da Locomotiva e que dá a chance de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro em 2018. Para o treinador PC de Oliveira, um gostinho especial. Para quem já foi campeão mundial com a Seleção Brasileira de Futsal, esse é considerado por ele é o maior título da carreira.

A torcida não se conteve e invadiu o gramado ao final da partida. Uma grande festa para comemorar o bicampeonato da Copa Paulista. A decisão foi para as penalidades após um empate em 2 a 2 no tempo normal.

Amanda Rocha/ACidadeON
Goleiro e capitão Tadeu é ovacionado como um verdadeiro herói na Arena da Fonte (Amanda Rocha/ACidadeON)

 

Segundo tempo
O segundo tempo começou com a Ferroviária quase marcando o segundo gol. Léo Castro chegou sozinho e chutou para fora do gol, ainda antes dos primeiros 10 minutos. Só que no futebol tem aquele ditado: “quem não faz, toma”.

Foi desse jeito. Poucos minutos depois, a Inter de Limeira chegou ao empate. Malcon fez uma boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. Tom furou, mas Wesley apareceu no meio dos zagueiros e chutou forte. A bola foi em cima de Tadeu, mas o goleirão afeano não conseguiu reagir a tempo de evitar o gol.

Após o gol de empate, o jogo voltou a ficar bem truncado, com as duas equipes não querendo dar espaço para o adversário. Nesse momento, todo cuidado é pouco. Naquele momento iria para os pênaltis a decisão. Aos 30 minutos da segunda etapa, a Inter ameaçou Tadeu e a Locomotiva respondeu rapidamente a acertou a trave.

Chegando ao final do segundo tempo, o cansaço físico e emocional começou a tomar conta dos dois times, que passaram a errar passes.

Aos 36 minutos, tudo parecia mudar. A Locomotiva chegou ao segundo gol. Damasceno cruzou na área, a defesa da Inter não conseguiu afastar e a bola sobrou com Hygor. O atacante dominou e bateu por baixo do goleiro adversário.

A partir daí a ideia era segurar o placar. A Inter veio com tudo para a cima e a AFE, não conseguiu se segurar. Wesley, de novo ele, bateu de fora da área e, aos 49 minutos, empatou o jogo. Não foi um chute forte, mas o goleiro Tadeu acabou aceitando o chute, que ‘beijou’ a trave antes de entrar. Isso depois de a partida ficar parada por causa de sinalizadores e rojões que a torcida organizada afeana acendeu.

Aos 51 minutos, o juiz apitou o fim do jogo no tempo normal. Os pênaltis, mais uma vez, iriam decidir a Copa Paulista 2017.

O primeiro tempo
O jogo começou com muito equilíbrio, mas foi a AFE que abriu o placar. O gol foi marcado aos 15 minutos por Hygor, que chegou primeiro que o lateral adversário após boa jogada de Léo Castro e Damasceno.

Depois disso, o jogo ficou muito parelho e foi a Inter que teve mais chances de gol. O atacante Lucas Douglas acertou uma linda bicicleta, mas a bola acertou a trave do goleiro Tadeu.
A torcida seguiu fazendo a sua parte e apoiando o time em todos os momentos.

Tom Oliveira/ACidadeON
Torcedores chegaram confiantes à Arena da Fonte (Tom Oliveira/ACidadeON)

 

Bom público
Potencializado pelos 6 mil ingressos distribuídos por meio do programa ‘Futebol Sustentável’, a Arena da Fonte recebeu um ótimo público na tarde deste sábado. Muita gente, inclusive, só entrou na arquibancada após o apito inicial.

Muitas famílias e gente de todas as idades compareceram para prestigiar a AFE. O torcedor Adílson Portásio, 60 anos, acompanhou os dois jogos da semifinal e da final. “É um bom time, mas esperamos reforço para o Campeonato Paulista de 2018”, comentou.

Escalações
A Ferroviária, do treinador PC de Oliveira, entrou em campo com Tadeu; Daniel Vançan, Élton, Patrick e Arthur; Hygor, Íkaro, Wilian Favoni e Élvis; Léo Castro e Damasceno.

Já a Inter de Limeira iniciou a final com Rafael Pin; Vinícius Pedalada, Balardin, Nikolas; Teco, Malcon, Tom e Marquinhos; Lucas Douglas, Moisés e Wesley. O técnico é João Vallin.

História
É a segunda vez consecutiva que a Ferroviária chegou à final da Copa Paulista. No ano passado, perdeu para o XV de Piracicaba nos pênaltis, jogando em Araraquara.

Nesta edição, a Locomotiva, até a final, foi dona da melhor campanha, com o melhor ataque e a defesa menos vazada. O goleiro Tadeu ficou 11 jogos sem sofrer gols na competição.

 


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