Ações trabalhistas obrigam o Comercial a pagar quase R$ 500 mil

Funcionário foi à Justiça para pedir uma indenização no valor de R$ 450 mil; clube foi condenado a pagar R$ 7 mil para jogador

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F.L.Piton / A Cidade - 19.fev.2015
Meia Willian Baiano, que jogou pelo comercial na série A2 de 2015, entrou na justiça pedindo R$ 3,4 mil, mas o valor já se aproxima dos R$ 7 mil. ele tinha salário de R$ 1 mil por mês (foto: F.L.Piton / A Cidade - 19.fev.2015)

 

Em processo de transição política, o Comercial vive uma situação conturbada fora de campo há alguns anos. A crise administrativa é latente e a mais nova prova disso é a perda de duas ações trabalhistas julgadas à revelia. Responsável pela manutenção do estádio Palma Travassos de 2012 a 2015, o funcionário Miguel Rodrigues Neto foi à Justiça para pedir uma indenização no valor de R$ 450 mil. O clube também foi condenado a pagar aproximadamente R$ 7 mil ao meia Willian Baiano, que esteve no elenco rebaixado para a Série A3, em 2015 - no início, o processo era de R$ 3,4 mil.

“Não tomamos ciência das intimações. Foi um erro administrativo, o jurídico não fica no clube, então dependemos de quem recebe e fica encarregado de repassar isso [intimações] para a gente. Depois desse susto, já discutimos a possibilidade de indicar alguém que possa ser responsável por receber esse material”, explicou o advogado do Comercial, Felipe Zampieri.

Em junho do ano passado, o clube foi condenado a pagar R$ 130 mil ao funcionário Miguel Rodrigues Neto. Porém, os cálculos feitos por integrantes do departamento jurídico comercialino revelam o crescimento desta dívida. Segundo eles, o rombo já está em torno de R$ 200 mil e vai crescer ainda mais em virtude das cláusulas compensatórias.

De acordo com o advogado do ex-funcionário do Comercial, Dazio Vasconcelos, com juros sobre juros, o montante deve chegar a R$ 500 mil. Por ter ocorrido à revelia - sem presença da defesa - não há mais recurso. “Provavelmente deve chegar a meio milhão, em breve teremos uma definição”, comentou Vasconcelos.

Dívidas e mais dívidas

O processo de Miguel teve início em 2015, ou seja, sob a gestão de Nelson Lacerda. “Trabalhei lá [no Comercial] e não recebi nenhum centavo. Eu fazia tudo: levava jogador no médico, cortava a grama do estádio e cuidava da parte elétrica”, contou Miguel, que tinha salário de R$ 3,4 mil.

Em mais um caso de revelia, o Comercial terá de pagar o meia Willian Baiano. Atualmente sem clube, o jogador entrou com uma ação alegando não ter recebido os salários de abril e maio de 2015, além do depósito do Fundo de Garantia e 13º salário. No Comercial, Baiano tinha salário mensal de R$ 1 mil.

O presidente Brenno Spinelli criticou Lacerda e afirmou que o Comercial não pode ser responsabilizado pelas dívidas geradas na gestão passada. “Nada mais certo do que encaminhar isso para a gestão anterior. Tem até dívida do Lacerda com a empregada da casa dele afetando a vida do Comercial”, declarou o dirigente.  

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1 Comentário(s)

Comentário

Carlos Roberto Caruso

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Caro Sr. Brenno Spinelli, protótipo de presidente, o sr. ou é curto de inteligência ou, é um dissimulado(pode ser ambos), a dívida existe, não importa quem fez, o que importa, é que, de incompetência em incompetência, os senhores acabaram com a instituição COMERCIAL FUTEBOL CLUBE, que não pertence aos senhores, mas sim, a coletividade de torcedores. No fundo do poço já chegou, só espero, que joguem terra por cima.