Política


| ACidadeON/Araraquara

166,6 mil araraquarenses vão às urnas neste domingo (07)

Número de eleitores aptos a votar é 2,7% maior que em 2014; maioria do eleitorado são mulheres na Morada do Sol e representam 53,2%

Número de eleitores aptos a votar no domingo (07) é 2,7% maior que em 2014. (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
 

Neste domingo (07), eleitores de Araraquara e de todo o País vai às urnas para decidir os futuros governantes. Só na Morada do Sol, o número de pessoas aptas a votar chega a 166.651, ou seja, 2,7% a mais do que em 2014, quando 162.212 araraquarenses estavam cadastrados na Justiça Eleitoral.  

No pleito de 2018, os eleitores terão a missão de escolher presidente da República, dois senadores, governador, deputado estadual e federal. Ao todo serão seis votos na urna eletrônica. De acordo com o cartório eleitoral, 12 araraquarenses disputam uma vaga para a Câmara Federal. Outros 14 a deputado estadual. Também teve o registro de um araraquarense na disputa pelo Senado Federal.  

Perfil do eleitorado
As mulheres representam a maioria em Araraquara, ao todo são 88.683, ou seja, 53,2%. Já o eleitorado masculino é 77.879, ou 46,7%. Serão ainda 533 jovens, entre 16 e 17 anos que poderão exercer o direito de votar pela primeira vez em 2018.  Aliás, os dados locais seguem a tendência estadual e nacional, uma vez que São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, com as mulheres liderando o número de eleitores.

Voto nulo e branco
Embora exista uma crença de que se mais da metade dos eleitores optarem pelo voto nulo a eleição é cancelada, isso não passa de um mito. Os votos nulos não são considerados válidos pela Justiça Eleitoral, ou seja, são desconsiderados na hora de fazer a conta que vai determinar quais candidatos foram eleitos e, portanto, não altera em nada o resultado das urnas.  Deixar de votar e não justificar para pagar a multa pode não ser também um bom negócio, uma vez que os recursos oriundos das multas vai reforçar o caixa dos partidos políticos por meio do Fundo Partidário.

Análise
Para o cientista político Bruno Souza, nas democracias modernas o voto é um direito fundamental. "No nosso caso, o exercício obrigatório de um direito readquirido nos anos 1980 após décadas de impossibilidade de escolha do cargo presidencial. É o momento no qual o princípio de igualdade política se faz presente entre todos os cidadãos de maneira plena, posto que o peso de cada voto é exatamente igual nas urnas, independente da classe social, nível de renda e escolaridade dos indivíduos", defende o especialista.  

Ainda de acordo com Bruno Souza da Silva, o momento de depositar o voto na urna é de reflexão a respeito de quem toma as decisões e os que desejamos que abrace nossos desejos a frente das instituições públicas. "Votar é assumir a nossa responsabilidade individual enquanto cidadão a respeito do destino da nossa comunidade política. Por isso a responsabilidade associada a ele é gigantesca. Porque implica em escolher aqueles que vão administrar os recursos dos impostos, fiscalizarão a aplicação destes recursos e definirão as prioridades políticas da nação", ressalta.  

O voto, na visão do cientista político, é carregado de responsabilidades e o eleitor precisa ficar atento na hora da escolha dos nomes que vai apostar na urna. "O voto é a contratação daqueles que estarão autorizados, durante um período de tempo, para tomar decisões em nosso nome. Portanto, nosso dever enquanto cidadãos após as eleições é cobrarmos, acompanharmos e pressionarmos os representantes políticos para cumprirem com o que prometeram em campanha e exercerem corretamente as suas funções", finaliza Souza.

Comentários

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