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Vanguart apresenta novo disco no Sesc Ribeirão Preto

'Beijo Estranho' vem cheio de contrastes que trazem equilíbrio na sonoridade da banda cuiabana

Divulgação
Integrantes do Vanguart em imagem de divulgação

 

A cuiabana Vanguart está em Ribeirão Preto para apresentar, na próxima sexta-feira, seu novo álbum, “Beijo Estranho”, no palco do Sesc.

Há dez anos na estrada, a banda que trocou a cidade natal por São Paulo conquistou o cenário da música independente no Brasil mesclando elementos do indie folk e rock em canções românticas.

No último trabalho, essa sonoridade surge mais madura e plural e atinge sua linguagem própria. “Chegamos ao ápice da pesquisa de linguagem da nossa canção, que começamos no primeiro álbum... da canção que emociona e se comunica com as pessoas, mas imprimindo essa identidade poética. Continuamos a fazer música pelo que queremos dizer, através do som e pela palavra”, comenta o vocalista, Helio Flanders.

A banda também está mais épica e grandiosa na poesia, falando do céu e do inferno na mesma canção. Os músicos acreditam que chegaram assim a um equilíbrio, após o melancólico disco “Boa Parte de Mim Vai Embora” e o solar e colorido “Muito Mais que o Amor”. “Descobrimos que somos as duas coisas, que se pode ter o sol e a tempestade no mesmo dia. Percebemos que a maturidade é isso, saber lidar com as duas coisas e que talvez encontremos o caminho da felicidade através desses dois lados. Na minha leitura poética, não deixa de ser um beijo estranho”, define Flanders, referindo-se à faixa-título de sua autoria.

Para ele, é um disco que consegue ser leve e pesado ao mesmo tempo. “Existem melodias bem bonitas com letras que estão dizendo coisas duras, como nas canções ‘Quando Eu Cheguei na Cidade’ e ‘Pancada Dura’”, cita.

Parceria

As duas facetas opostas da banda surgem em composições assinadas por Flanders – o mais melancólico - e Reginaldo Lincoln, o leve. “Essa diversidade da gente compondo é maravilhosa. Há canções que só surgiram e trazem um quê de novidade por conta dessa parceria”, diz o vocalista.

“Medo” e “amor” são palavras que aparecem em várias músicas do disco. São indissociáveis na opinião de Flanders. “Acho que conseguimos o equilíbrio de seguir amando, mas com uma dose de medo para não perder a graça”, brinca.

Para Flanders, o disco pode soar como um ‘beijo estranho’ para o público que acompanha a banda em um primeiro momento, mas ele logo se reencontra a sonoridade e poética características da Vanguart. “A reação dos fãs tem sido incrível. Eles comentam que é o nosso melhor trabalho, que entenderam o CD e a gente segue se comunicando”, conclui. 

Serviço - Vanguart

QUANDO: Sexta-feira (12), às 20h30

ONDE: Galpão do Sesc Ribeirão

(rua Tibiriçá, 50 – Centro)

INGRESSOS: R$ 5, R$ 8,50 e R$ 17 (inteira)

Inf.: (16) 3977-4477

Divulgação
Capa do último álbum da banda, 'Beijo Estranho': 'mais maduro e plural'

 

 

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