Artista plástica se prepara para expor obras no Museu do Louvre

"Me emociona estar no Louvre. É gratificante poder deixar minhas cores por aí", disse a artista plástica Ana Augusta Silveira

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Da reportagem

 

A artista plástica Ana Augusta Silveira prepara-se para exporduas de suas telas no mais prestigiado museu do mundo (Foto: Weber Sian / A Cidade)
Ana Augusta Silveira nunca planejou tornar-se artista plástica, mas a arte sempre esteve na vida dessa paulistana radicada em Ribeirão Preto. Formada em Administração de Empresas, Ana Augusta concilia o trabalho artístico com o de escritório dentro de seu próprio ateliê e está prestes a mostrar seu trabalho em um dos "templos" mundiais da arte: o Museu do Louvre, em Paris.  

Duas de suas telas, da série "Jardim Interno", foram selecionadas para integrarem exposição coletiva de arte contemporânea que fica de 19 a 21 de outubro na pirâmide principal do pátio do Palácio do Louvre a estrutura de vidro e metal serve de entrada principal para o museu e é rodeada por outras três pirâmides menores.  

Dedicado à arte contemporânea, a exposição de tema livre terá a participação de artistas de diversas partes do mundo. As telas de Ana estarão expostas por três dias na base da pirâmide principal.  

O convite para expor partiu da curadora Ângela Oliveira, que tem trânsito no circuito de exposições europeias. Ana e Ângela já trabalharam em outras exposições no ano anterior pela Europa.  

As obras que vão para Paris são queridas por Ana Augusta, por mostrarem o desabrochar interno de um jardim pessoal. "Representa este meu processo de introspecção e silêncio, de descobrimento do nosso mundo interno", explica a artista.  

Fazendo uso de tinta acrílica sobre tela, Ana Augusta pinta no chão e depois coloca a tela em chassi, uma moldura de madeira. Diz que pintar sentada sobre a tela lhe traz uma maior liberdade e conexão com a obra. "Meu processo criativo é quase religioso. Eu entro em meditação durante a criação, há toda uma preocupação com a minha interioridade. O ato de criar é uma revelação, porque eu me sinto olhando para um espelho quando vejo a obra finalizada", diz.  

Mesmo tendo experiência com exposições internacionais, a mostra no Louvre terá um significado especial para a artista. "É tão absurdo minhas telas pisarem lá que não penso muito. Já me honra demais quem admira meu trabalho. Na verdade me surpreende e eu agradeço por alguém de alguma forma se identificar com o que eu faço, pois eu realmente coloco ali toda minha verdade, alma e amor".     
 
Paixão que vem de infância
 
A arte sempre esteve presente na vida e nas lembranças de Ana Augusta. "Acredito que não se torna um artista, se nasce artista. É uma forma de ser, ver, sentir e se expressar no mundo", comenta. Ela admite que, no decorrer da vida esse interesse foi estimulado por estudos e cursos, mas no fundo se considera uma autodidata.  

"Não tenho uma formação acadêmica formal. Mas a base artística acredito que provém da minha personalidade. Pinto desde muito criança, tenho memórias de infância sentada no chão toda coberta de tinta e isso não mudou muito", conta.   

Sua jornada por exposições começou através de conhecidos, amigos e interessados em arte que frequentavam seu ateliê, que também é sua casa e a incentivavam a expor. Após algumas encomendas e reportagens, o primeiro convite para expor veio de Toia Fonseca, dona da galeria homônima em Ribeirão Preto. E não parou mais. Ana passou a ganhar o mundo com suas obras.   

"Eu que tenho uma relação tão íntima com a minha obra, que nunca imaginei que alguém gostaria de colocar uma tela minha em sua parede, quiçá comprar, muito menos que participaria de exposições pelo mundo. Agora o Louvre, que para mim é o Olimpo onde deuses artistas residem... eu me sinto uma criança que pinta", conclui.  
 
A obra de Ana pelo mundo   
 
2014 
 
Realiza a primeira exposição no antigo Espaço Kaiser de Cinema
 
Setembro de 2017  

Começou a ser representada pela Inn Gallery, com curadoria de Carmem Pousada, ex-administradora do espaço MAM (Museu de Arte Moderna), em São Paulo.

Tornou-se membro da Galeria Ward Nasse, de Nova York, que tem 46 anos de operação e foi fundada por Harry Nasse.  

Novembro de 2017  
 
Expôs no Palácio da Justiça, em Lisboa (Portugal), com curadoria de Rodyner Gallery, que retratava a arte brasileira no exterior.

Tornou-se membro da Artsy, uma plataforma internacional dirigida pelo ex-diretor da Christies (empresa de artes), que tem parceria com as melhores galerias e museus de todo mundo.
 
Dezembro de 2017
 
Participou da exposição Art Exhibition Spectrum Miami, nos Estados Unidos, durante a Miami Art Week.  
 
Fevereiro de 2018  

Participou da exposição Barcelona Arteria BCN Vernissage, na galeria Arteria, em Barcelona, com curadoria de Ângela Oliveira.  
 
Março 2018

Expôs na galeria Art Borgo Gallery, em Roma (Itália), em parceria com a galerista Anna Isopo, e da curadora e crítica de arte Monica Ferrarini.  
 
Maio 2018   

Integrou a exposição Vienna Brazilian Art Exhibition, na galeria The Vienna Workshop Gallery, em Viena (Áustria), com curadoria de Ângela Oliveira. 
 
Agosto 2018

Expôs na Meeting Point Art Exhibition in Helsinki, na AVA Gallery, na capital da Finlândia.

(Bruna Zanatto, sob supervisão de Silvia Pereira)


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