Polícia Civil abre inquérito para investigar anexo da Câmara

Delegacia Seccional marcou para o dia 19 de setembro depoimento do vereador Otoniel Lima (PRB)

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    • Marcelo Fontes

F.L Piton (03.DEZ.2015)

Delegacia Seccional marcou para o dia 19 de setembro depoimento do vereador Otoniel Lima (PRB) (Foto: F.L Piton - 03.DEZ.2015)

 

 O caso da construção do novo prédio da Câmara virou alvo de inquérito por parte da Polícia Civil. A Cidade apurou que a Delegacia Seccional, que está cuidando do caso, já oficiou o Legislativo sobre a investigação e marcou para o dia 19 de setembro depoimento do vereador Otoniel Lima (PRB).

Otoniel presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou a obra, concluída em julho. Em contato com o jornal, o vereador informou que é a favor da apuração de possíveis irregularidades.

A construção do anexo foi idealizada pelo ex-vereador e ex-presidente da Câmara Walter Gomes (PTB), que está preso em Tremembé desde dezembro de 2016 por conta da Operação Sevandija.

Até agora, a Câmara já gastou R$ 6,4 milhões para fazer o prédio, mas ele está longe de estar em condições para poder receber os 27 vereadores.

A obra está parada desde o ano passado e a atual legislatura ainda não sabe como fazer para terminar a construção sem gastar ainda mais recursos públicos.

Em análise feita em fevereiro de 2017, foi constatado que o projeto do prédio não contemplava situações básicas, como saída de emergência e um acesso ligando o prédio novo ao antigo.

Rompimento de contrato

O relatório final da CPI do anexo apontou que a Câmara deveria romper o contrato com a empresa Cedro, responsável pela obra. A Mesa Diretora da Casa, porém, decidiu aguardar um posicionamento do Ministério Público para decidir o que fazer. A Cedro chegou a propor que poderia concluir a obra se a Câmara fizesse um aditivo de RS 1,7 milhão no contrato.

Esperando a promotoria

O vereador Otoniel Lima (PRB) afirmou que o posicionamento do Ministério Público sobre a sequência da obra da Câmara deve demorar, pelo menos, mais 90 dias. “Fui informado essa semana que o laudo sai em até três meses. O Ministério Público ainda informou que a Câmara pode fazer uma consulta ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) se desejar retomar a obra de forma mais imediata”, explicou Otoniel Lima.  


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