Testemunha diz que Waldyr Villela 'recebia médico das alturas'

Oitivas de defesa do vereador afastado da Câmara de Ribeirão Preto começaram nesta quarta-feira (13)

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    • Marcelo Fontes
Weber Sian / A Cidade
Foi ouvida a testemunha Maria Mercedes Jorge, 87 anos; veja mais fotos na galeria (foto: Weber Sian / A Cidade)



Teve início nesta quarta-feira (13), no Conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto, as oitivas das testemunhas de defesa do vereador afastado Waldyr Villela (PSD). Foi ouvida Maria Mercedes Jorge, 87 anos. Ela afirma que o político desenvolvia um trabalho religioso e de cunho social.

Villela é acusado pela Polícia Civil e pelo Gaeco de exercício ilegal da medicina, peculato, uso de documento falso e de corrupção passiva e ativa. Além de responder ao processo no Conselho de Ética, o político está afastado da Câmara desde o dia 11 de agosto por determinação da Justiça.

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Uma das acusações, é que o parlamentar, sendo dentista, atuava como médico. O A CidadeON, esteve no ambulatório que Villela atendia e julho e mostrou, com exclusividade, que ele receitava até anticoncepcionais.

De acordo com a testemunha ouvida nesta quarta, as pessoas que são adeptas da religião espírita podem ter a capacidade de receber o espírito de médicos já falecidos. “A gente recebe das alturas os médicos mortos”, disse Maria Mercedes.

A testemunha disse que trabalha com políticos há muitos anos e chegou a atuar em São Paulo com Paulo Maluf (PP). “Todo mundo fala que ele é ladrão, mas garanto que ele não é ladrão”, falou.

Maria Mercedes ainda afirmou que Villela utilizava carro particular para ir até o ambulatório e que nunca viu os funcionários que integravam o gabinete do político trabalhando no local. O A CidadeON, o Gaeco e a Polícia Civil, porém, tem imagens do carro oficial da Câmara parado no ambulatório e de dois comissionados atuando no local.

Defesa

O advogado de Villela, Regis Galino, considerou a oitiva favorável ao vereador. “Ficou claro que ele desenvolvia uma trabalho social e filantrópico no ambulatório. Para o dr. Waldyr, não há qualquer irregularidade na situação”, disse o advogado. “É importante ressaltar que vemos o envolvimento de vários vereadores e ex-vereadores na Operação Sevandija e o nome do dr. Waldyr não está entre eles”, completou.

Conselho tem cronograma de oitivas

O Conselho de ética ainda tem nove testemunhas para ouvir o caso Villela. A segunda testemunha que seria ouvida nesta quarta-feira (13), Odileia Aparecida Simões, não compareceu e a oitiva foi remarcada para 18 de outubro.

A oitivas estão sendo realizadas na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), porque Villela está impedido pela Justiça de ingressar no prédio da Câmara.

Estiveram presentes à oitiva o Conselho de Ética, o presidente, Lincoln Fernandes (PDT), o relator do caso, Isaac Antunes (PR), Maurício Vila Abranches (PTB) e Paulinho Pereira (PPS). Fabiano Guimarães integra o Conselho, mas não esteve na oitiva.

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