A três meses da eleição, disputa pela Mesa já agita os bastidores

O atual presidente, Rodrigo Simões (PDT), e outros quatro parlamentares teriam interesse no cargo

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    • Nevio Archibald
Roberto Galhardo / Especial - 01.jan.2017
Câmara terá eleição para Mesa Diretora no final do ano (Foto: Roberto Galhardo / Especial - 01.jan.2017)

 

Ainda faltam pouco mais de três meses, mas a eleição que vai definir a Mesa Diretora da Câmara de Ribeirão Preto para 2018 já agita os bastidores. Oficialmente, ninguém se coloca como candidato, mas muito parlamentares especulam e articulam.

Rodrigo Simões (PDT), atual presidente, é um nome tido como postulante à reeleição. “Ainda não pensei em reeleição. Mas considero que venho cumprindo todas as metas previstas para a presidência”, disse.

Jorge Parada (PT), um dos parlamentares com mais tempo de Casa, é outro apontado como possível presidente. “Posso dizer que tenho interesse em presidir a Câmara em 2019. No ano que vem, a princípio, não”, afirmou Parada.

Líder da bancada do PSDB, Bertinho Scandiuzzi é outro veterano de Câmara. “Ainda não conversei com os colegas e também não falamos dentro do partido para ver se vamos lançar candidato. Se eu tiver apoio, posso me candidatar”, resumiu Bertinho.

Nos bastidores, vários vereadores confirmam que o ex-vice-prefeito, Marinho Sampaio (PMDB), tem interesse na presidência. Ele, porém, trata a situação com cautela. “Vamos estudar. Ainda falta muito tempo para a eleição”, desconversou o peemedebista.

Mais votado na eleição de 2016, Igor Oliveira (PMDB) é outro nome comentado. Ele, porém, aguarda um consenso para se posicionar. “Vai depender dos outros vereadores. Se tivermos acordo, seria um desafio importante presidir a Câmara”, analisou.

Definição por um voto

A primeira eleição da Mesa Diretora da atual Legislatura foi bem disputada. Vários cargos tiveram definição por apenas um voto. Foi a caso da disputa pela presidência, que teve a vitória de Rodrigo Simões (PDT) por 14 votos contra 13 da vereadora Gláucia Berenice (PSDB)

Pré-acordo feito em janeiro não deve ser colocado em prática

Foi feito um pré-acordo entre 14 vereadores que votaram juntos para eleger os componentes da Mesa Diretora de 2017 de que Marcos Papa (Rede) seria o presidente do Legislativo em 2018. Ocorre que durante a eleição, Papa acabou votando no colega de partido Boni para ser o vice-presidente. Para manter o ‘acordo dos 14’, o voto teria que ter ido para Igor Oliveira (PMDB).

“Existia esse pré-acordo, mas já adianto que não serei candidato. Desisti de ocupar cargo na Mesa em 2018 porque serei candidato a deputado. Creio que não seria possível desempenhar um bom papel na presidência e ainda ser candidato”, explicou Papa. (Com Marcelo Fontes)


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