Delegado da PF inaugura maratona de audiências da Sevandija

Ao todo, serão ouvidas 156 pessoas - 13 delas não moram em Ribeirão - e não há prazo estimado para que essa etapa seja encerrado

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    • Cristiano Pavini
Matheus Urenha / A Cidade
Ao todo, serão ouvidas 156 pessoas - 13 delas não moram em Ribeirão Preto - e não há prazo estimado para que essa etapa seja encerada (Foto: Matheus Urenha)

 

Começa nesta segunda-feira (24), a partir das 13h45, a maratona de depoimentos de testemunhas da Operação Sevandija. Quem irá inaugurar as audiências é o delegado da Polícia Federal Flávio Reis, responsável por conduzir as investigações policiais. Ao todo, serão ouvidas 156 pessoas – 13 delas não moram em Ribeirão Preto – e não há prazo estimado para que essa etapa seja encerada.

Os depoimentos estão relacionados ao processo de compra de apoio político, fraude em licitação, pagamento de propinas e terceirização irregular envolvendo a empresa Atmosphera.

São 21 réus no processo, entre eles três ex-secretários municipais, nove vereadores e integrantes da Coderp. A ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) ainda não foi denunciada pelas irregularidades desse caso.

Dos quatro esquemas de corrupção descobertos pela Sevandija, esse é o mais adiantado (ver abaixo). A esperança do promotor do Gaeco Frederico Mellone de Camargo é que os réus desse processo sejam condenados até o final deste ano.

Também nesta segunda-feira, serão ouvidos dois agentes da polícia federal que monitoraram os alvos da Sevandija e produziram os relatórios de inteligência das interceptações telefônicas e documentos apreendidos.

A força-tarefa da Sevandija irá utilizar esses depoimentos para reforçar a legalidade das investigações, mostrando que todos os procedimentos legais foram observados.

Desde que a Sevandija foi deflagrada, as defesas da maioria dos réus pediram à Justiça a anulação da operação, alegando desde ilegalidade nas interceptações telefônicas a, até, impossibilidade de PF e Gaeco atuarem em conjunto. Todos os pedidos foram indeferidos pelo juiz Lúcio Ferreira.

Mesmo assim, os integrantes da PF que irão depor estão preparados para serem bombardeados pelas defesas dos réus, na busca de algum deslize.

“Estão [as defesas dos réus] atacando mais o mensageiro do que a mensagem, mais preocupados com a embalagem do que com o conteúdo”, ironizou o promotor Frederico ao A Cidade, lembrando que o mérito do processo foi pouco abordado pelas defesas.

FASE PROCESSUAL DE CADA ESQUEMA DA SEVANDIJA

Fraude nas catracas instaladas nas escolas municipais: esquema que deu origem à Sevandija ainda está em fase de investigação, inclusive com visita a campo nas escolas. Após a finalização da coleta de provas, será oferecida denúncia.

Honorários de Zuely Librandi: duas denúncias foram oferecidas, uma envolvendo a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) e outra seu braço direito Marco Antonio dos Santos, além de Zuely Librandi, Sandro Rovani, Wagner Rodrigues e André Hentz. Justiça determinou que os dois processos se unifiquem. As audiências com testemunhas devem ser agendadas após os depoimentos do processo da Atmosphera.

Contrato do Daerp com a Aegea: denúncia oferecida pelo Gaeco em setembro do ano passado, juiz está analisando defesas prévias para decidir se ação prossegue. Após isso, serão marcadas as audiências com testemunhas.
 


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