Preso, Walter Gomes aposenta e recebe R$ 13 mil por mês

Walter está preso por conta da Operação Sevandija, acusado de corrupção passiva e organização criminosa

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    • Marcelo Fontes

Milena Aurea / A Cidade

 

Mesmo preso na Penitenciária de Tremembé desde dezembro de 2016, Walter Gomes (PTB), ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Ribeirão Preto, recebeu, no mês passado, do IPM (Instituto de Previdência dos Municipiários), o valor total de R$ 82.859. As informações constam no Portal Transparência da Prefeitura de Ribeirão Preto.

O montante é equivalente ao pagamento dos cinco primeiros meses de 2017, mais adiantamento do 13º salário. Regularizados esses pagamentos ‘atrasados’, Walter Gomes vai passar a receber aposentadoria vitalícia de R$ 13.809 por mês.

Walter Gomes, que integrou a Câmara de Ribeirão Preto entre o final dos anos 1980 e o ano passado, conseguiu passar a ter direito de receber o valor após ação que já tem o trânsito em julgado. Ele está preso por conta da Operação Sevandija, acusado de corrupção passiva e organização criminosa. A defesa do ex-vereador afirma que ele é inocente

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Cícero

Outro ex-vereador que aposentou após o afastamento pela Operação Sevandija é Cícero Gomes da Silva (PMDB). Como A Cidade já mostrou, ele recebe desde janeiro de 2017 os mesmos R$ 13.809 de Walter Gomes - pagamentos vindos da Câmara.

Mas o ex-vereador também recebe do IPM. É professor aposentado desde 1994 e acumulou um valor adicional quando saiu do Legislativo. De acordo com o Portal Transparência da Prefeitura, no mês passado, o IPM pagou R$ 24.538 para Cícero - incluindo aposentadoria de professor e vereador, adiantamento do 13º salário e vantagens eventuais.

Na Sevandija Cícero é acusado de corrupção passiva e organização criminosa. O ex-vereador nega que tenha cometido os crimes.

Outro lado

Como Walter Gomes está preso desde dezembro de 2016 pela Operação Sevandija, a coluna procurou o advogado Júlio Mossin. Ele, porém, disse que representa o ex-vereador nos casos criminais e que não poderia comentar a ação que gerou a aposentadoria. Já o ex-vereador Cícero Gomes (PMDB) afirmou que não há nada de ilegal na situação. “Na Câmara, recebo pensão parlamentar. Contribuí com 20% do meu subsídio para ter essa pensão. Também recebo aposentadoria porque trabalhei como professor”, explicou Cícero.


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