Araraquara tem número recorde de candidatos para eleições de outubro

Até o momento são nove que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa e sete que sonham com um lugar na Câmara Federal; apesar de novos nomes, especialista não acredita em renovação

    • ACidadeON/Araraquara
    • Walter Strozzi

Análise é do cientista político Bruno Souza da Silva (foto), em entrevista ao ACidadeON (Arquivo Pessoal)
O número de araraquarenses que devem testar o nome nas urnas durante as eleições de 2018 aumentou e já é superior ao apresentado no pleito de 2014. Isso porque, até o momento já passaram por convenção estadual oito concorrentes ao cargo de deputado estadual e outros seis para deputado federal. Os pessebistas Doutor Lapena e Padre Fernando Fraga engrossam a lista, porém, suas candidaturas devem ser confirmadas somente no sábado (04).  

Se comparado ao número de candidatos que participaram do processo eleitoral passado, em 2018 a quantidade de 'sonháticos' também é superior. Em 2014 foram seis a deputado estadual, sendo eles: Márcia Lia (PT), Moacir de Freitas (PPL), Paulo Maranata (PSB), Roberto Massafera (PSDB), Salete Morales (PTB) e Walter Miranda (PSTU). Neste ano, temos Márcia Lia (PT), Roberto Massafera (PSDB), Marcos Daniel (MDB), Célio Peliciari (PSOL), José Branco (PR), Marcinha Lucas (Patriotas), Professor Augusto César (PDT) e Edson Jaspion (Patriotas).  

Já para deputado federal, em 2014, foram somente três: Edna Martins (PV), João Farias (PRB) e William Affonso (PDT). Hoje, Edna está no PSDB e Affonso no PRB de Farias. Completava a lista o petista Adauto Scardoelli que apesar de ser oriundo de Matão, teve boa votação na cidade. No quadro atual, seriam eles: Édio Lopes (PT), Jacinto Milagres (PPL), José Eduardo Vermelho (PSOL), Suzelaine Pedroni (Patriotas), Célio Franco (PDT) e Tenente Rodrigues (Patriotas).  

'Nomes repetidos mostra como funciona disputa' 
Para o cientista político Bruno Souza da Silva, a repetição de nomes mostra como funciona o quadro da disputa para o poder legislativo. Souza afirma que aqueles que já ocupam um cargo político possuem capacidade mobilização política maior do que os novatos.  

"São deputados que em alguma medida conseguiram efetivar algum tipo de emenda ou destinaram algum tipo de recursos para a sua localidade, além disso, dispõe de uma equipe de assessoria que consegue diálogo com eleitores e por isso repetem suas candidaturas tendo alguma chance de se reconduzirem ao cargo", explica o especialista.  

Já ao analisar os novos nomes que se apresentam para a disputa, Souza considera que elas indicam a aposta de diferentes partidos na estratégia do novo, para tentar driblar o amplo desinteresse do eleitorado na política de modo geral. Além disso, ele considera que essa também seja uma necessidade das siglas para conseguirem sobreviver no modelo político atual.  

"Os partidos precisam atingir um número mínimo de votos e esses candidatos não são tão viáveis, porém, ajudam os partidos a empurrarem, ou seja, são os empurradores de outros. Os partidos precisam deles para ajudar na votação global, conquistando o número de votos para ganhar uma maior quantidade de cadeiras", finaliza Souza.


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