Bebê morre com suspeita de erro médico em Ribeirão Preto

Família afirma que menina de 1 ano teria sido diagnosticada com pneumonia leve e faleceu 24h após tomar antibiótico

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Ricardo Canaveze

  

Criança foi atendida e morreu no Hospital Sinhá Junqueira (Foto: F.L.Piton / A CIDADE)

 

A família de uma bebê de 1 ano de idade aponta suposto erro médico como causa da morte da criança em Ribeirão Preto. O caso foi registrado na Polícia Civil para investigação. 

Isabella da Costa Dominiciano faleceu na última terça-feira (6), um dia depois de ter sido diagnosticada com quadro leve de pneumonia e ter recebido um antibiótico no Hospital Materno Infantil Sinhá Junqueira, segundo o pai da menina, Olímpio Dominiciano Filho.

O pai aponta que o exame necroscópico não foi realizado no corpo de sua filha, já que o hospital teria descartado e emitido uma declaração de óbito como morte natural para que a menina fosse sepultada sem uma investigação aprofundada por parte da Polícia Civil. Um funcionário do Cemel (Centro de Medicina Legal), da USP Ribeirão, teria confirmado essa informação à polícia.

A bebê teria chegado ao hospital com sintoma de febre, mas estava acordada e até brincava com os pais.

A família afirma que 24 horas após a criança ter recebido o antibiótico amoxicilina começou a apresentar vômitos, cansaço exagerado, prostração, inchaço no abdômen e teve uma paralisação do intestino, sendo necessário encaminhamento para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde faleceu.

Olímpio contou para a polícia que as próprias médicas que atenderam a criança teriam dito que a pneumonia era pequena e que não poderia causar a morte da criança.

O pai da criança afirma que chegou a apresentar um exame para o hospital, realizado em dezembro do ano passado, que apontou uma infecção na criança, porém que a menina havia sido curada com outro antibiótico, a cefalexina.

A mãe da criança, Silvana Raimunda da Silva Dominiciano, disse, por telefone ao ACidade ON, que a família aguarda a investigação por parte da Polícia Civil e que procurou um advogado para acompanhar o caso.

"Agora, está nas mãos da polícia, mas serve de alerta para os pais", declarou.  

O advogado da família, José Carlos Campos Gomes, disse que espera ter acesso ao prontuário de atendimento da criança.  

"Vamos aguardar a polícia reunir provas para saber se caberá ou não uma ação contra o hospital", afirmou.

Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) da rua Duque de Caxias como morte natural.

Outro lado

O Hospital Materno Infantil Sinhá Junqueira informou, por meio de nota da diretoria encaminhada pela assessoria de imprensa, que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.  

"Tão logo tenha o resultado, emitirá um novo comunicado", disse o hospital.


7 Comentário(s)

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Patricia

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Isso que dá abrir uma faculdade de medicina atrás da outra. Aqui em Ribeirão deve ter uma meia dúzia! Só formam maus médicos. Saem da faculdade com consultório pronto, montado pelos papais que bancaram as farras deles por 6 anos. Sou a favor que tenha uma prova para tirar o registro, como é feito com quem se forma em direito, para tirar a carteira da OAB.

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Antonio Oliveira

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Um médico, abre mão de finais de semana, estuda anos a fio, disputa uma vaga com mais de 100 concorrentes, mesmo escola particular, CORRE RISCO DE VIDA COM CONTATO COM TODO TIPO DE DOENÇA, e a sociedade não reconhece, sequer aproxima-se de alguém com jaleco branco. É impossível prever sem exames detalhados e demorados um diagnostico, e em morte em 24 horas, ele tem que fazer o que aparente, não existe TEMPO, faz o melhor que pode como seria se fosse um filho seu.... mas como tem gente que do ALTO DE SUA IGNORANCIA, ESTUFA O PEITO E DIZ 'ERRO MÉDICO "....

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Bruna Arroyo

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Gente levei meu filho 6 dias seguidos no Sinhá Junqueira com os mesmos sintomas dessa Princesa que faleceu,nesses 6 dias seguidos os médicos que o atenderam, não tiveram coragem de pedir um raio x se quer.Meu filho tem 3 anos ele chegava a Amolescer no nosso colo ou onde fosse devido à febre alta,o diagnóstico foi rinite.Deram a mesma medicação e ele passou muito Mal,com vomito, inchaço na barriga,não comia nada,febre muito alta, muita canseira,cheguei a brincar com uma das médicas, que ele tinha um gatinho no peito,e ela disse que era normal devido à canseira dele, indaguei por várias vezes, se eles não iam pedir raio x e todos os 6 disseram que não havia necessidade,a tosse dele era demais, e toda vez que ele tossia vomitava, chegando a vomitar dentro de um dos consultórios .O remédio dado foi o mesmo.Meu filho por 5 dias me pedia socorro,porque a noite era a hora que mais atacava.Abandonei o Sinhá e corri com ele pro Netto Campello unidade São Francisco em Sertãozinho onde foi realizado o raio x,exames de sangue e urina,e o diagnóstico foi de Pneumonia Bronquica,pois a Manncha no Pulmão era muito visível.Gente em que Mundo estamos,esses Médicos residentes novos tem preguiça de pedir exames,eles têm preguiça de ter que ficar acompanhando a criança.Estou extremamente indignada com o que aconteceu,digo indignada por porque acredito realmente que tenha sido r erro médico,esse fato lamentável ocorrido com essa Princesinha,pois era Anjo meu Deus.Imagino a dor dessa Família.Pode até ter pessoas que ficarão surpresas pois pra mim surpresa não foi,corri 6 dias com o meu filho para o Sinhá e nada foi feito,como relatei acima.Meus Mais sinceros sentimentos à essa Família,e que Deus possa confortar o coração de vcs!

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Rute Alves

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Não é fácil pra essa família o que está passando é uma história complicada pq a gente confia tanto nos médicos mas devemos saber que médicos também são seres humanos e podem errar lamentável essa história só oro prá que a família descubra todas as verdades.

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Luiz Fernando Roque

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Lamentavel, com certeza ouve erro médico, como que uma criança entra sorrindo e brincando no hospital e depois de tomar o remédio receitado por eles, morre.. Mas provar é o mais difícil pra família, infelizmente... Que apareça os culpados e que paguem..

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Karen

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Minha filha quase morreu nesse hospital, ela estava com laringite, a medica que atendeu disse que seria necessário fazer aerosol com adrenalina e colocou para fazer, ao terminar vi que minha filha não tinha cor nos lábios, quando a enfermeira viu, pediu que corresse com ela para a emergência... Ali minha filha foi voltando até que ficou bem... Então coloquei o enfermeiro no canto da parede e disse que eu naonão sairia dali enquanto não falasse o que havia acontecido... O mesmo afirmou que foi a dose de Adrenalina em que a médica havia prescrito em um único aerosol, ela pediu que colocasse 3 ampolas do medicamento, quantidade essa que nem um adulto supera... Já passei minha filha com outros profissionais, os mesmos indicam abrir um processo contra o hospital, pois dizem que 1 ampola já seria dose exagerada para una criança.. Mas, como sei que aqui é Brasil e nada vai adiantar, vai ficar tudo exatamente como é, então agradeço a Deus por ter protegido minha filha do pior que seria estourar seu coraçãozinho por não dar conta de bombear tanto sangue e ta bom.. Mas, que a justiça seja feita por essa criança que veio a óbito.

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Giovanna

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Em minha opinião, este hospital deve ser reestruturado por inteiro. Tanto parte fisica quanto na parte de seus funcionários. Sou gestante e precisei deste hospital por algumas vezes, fui muito mal tratada desde a recepção, enfermagem até o medico que me prescreveu COCA COLA com ar de deboche. As pessoas deveriam ser mais humanas em lugares como este, nenhum paciente esta ali pq quer.