Wagner Rodrigues recebeu R$ 1,2 milhão em propinas, diz defesa

Advogado Daniel Rondi entregou na tarde desta segunda-feira relação detalhada dos valores recebidos ao MP

    • ACidadeON
    • Cristiano Pavini
Matheus Urenha / A CIDADE - 06.set.2016
Wagner Rodrigues (à esquerda) admite ter recebido R$ 1,2 mil em propina (Fotos: Matheus Urenha / A CIDADE - 06.set.2016)

 

A defesa do ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wagner Rodrigues, assume que ele recebeu cerca de R$ 1,2 milhão em propinas para viabilizar o acordo dos honorários advocatícios para Zuely Librandi. A relação detalhada dos valores recebidos foi entregue na tarde desta segunda-feira (13) ao Ministério Público.

Na manhã de desta segunda-feira, os advogados dos demais réus, alvos de delação premiada de Wagner, anexaram no processo as matrículas de imóveis que ele adquiriu em 2015 e não haviam sido informados até então ao MP.

ACidade ON analisou a documentação, e verificou que Wagner ocultou do Gaeco, em seus quatro depoimentos de colaboração premiada feitos entre setembro e outubro de 2016, que comprou oito salas em um prédio comercial, no valor total de R$ 200 mil, e revendeu duas semanas depois por apenas R$ 78,4 mil.

Segundo Daniel Rondi, advogado de Wagner, o colaborador deixou claro nos depoimentos que iria realizar o levantamento da propina recebida, e apenas na semana passada havia sido oficiado pelo Gaeco a entregar a relação pormenorizada.

Rondi diz que, na documentação entregue ao Gaeco, constam os contratos de compra e venda desses oito imóveis.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por ora, não considera que houve quebra dos termos da delação premiada, pois Wagner havia se comprometido a levantar o levantamento da propina, portanto, ainda não houve contradição ou falta de compromisso com a verdade.

Já os advogados de Zuely Librandi, André Hentz, Sandro Rovani, Marco Antonio dos Santos e Dárcy Vera alegam, em petição conjunta, que a delação de Wagner é “nitidamente mentirosa”.

Defensores ouvidos pelo ACidade ON afirmam, inclusive, que possuem “mais munição” contra o ex-sindicalista.

Wagner Rodrigues seria interrogado na manhã desta segunda-feira pelo juiz Lúcio Ferreira, da 4ª Vara Criminal, mas o depoimento foi adiado a pedida das defesas dos demais réus.
 

Leia a reportagem completa na edição impressa do A Cidade desta terça-feira (14) 


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aristides marchetti filho

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Sindicalismo. Um ótimo negócio no Brasil. Tal como o jogo do bicho.