Ciclistas se arriscam no Anel Viário Sul de Ribeirão Preto

Nesta segunda-feira, um rapaz, de 27 anos, morreu depois de ser atropelado ao tentar atravessar a rodovia Duarte Nogueira

    • Jornal A Cidade
    • Jacqueline Pioli
Matheus Urenha / A Cidade
Ciclistas se aventuram em meio aos carros no Anel Viário Sul para chegarem mais cedo em casa (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Todos os dias, operários da construção civil e empregados domésticos que trabalham no Nova Aliança, zona Sul de Ribeirão Preto, se arriscam para ir trabalhar e voltar para casa de bicicleta pela rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira.

Na manhã desta segunda-feira (2), um ciclista morreu próximo ao km 316 do Anel Viário Sul.

“É muito perigoso andar de bicicleta aqui. Alguns motoristas não respeitam os ciclistas e jogam o carro pra cima da gente. É complicado fazer uma faixa pra ciclista na rodovia, então temos que ter atenção”, afirma o pedreiro José Lucas da Silva, de 48 anos, que gasta meia hora para chegar em casa, no Parque Ribeirão Preto, zona Oeste.

Isaac Dias Campos, de 22 anos, também trafega todos os dias de bicicleta entre carros e caminhões na rodovia.

“Venho porque é o jeito que eu tenho para me locomover. Quase um carro já me pegou. Ele vinha rápido demais”, conta.

Os amigos Ademilton da Silva Rodrigues, de 24 anos, e Alisson da Silva, de 18 anos, costumam ir juntos, em uma bicicleta, do Nova Aliança até o Jardim Progresso, zona Oeste. Segundo eles, o horário mais perigoso para o tráfego de ciclistas é o fim da tarde. “É quando está mais movimentado. Graças a Deus nunca aconteceu nada com a gente”, diz Ademilton.

Rapidez

A empregada doméstica Taires Gomes da Silva, de 25 anos, optou pela bicicleta para ir trabalhar e voltar para casa por ser o meio mais rápido. Ela é funcionária de uma casa no Nova Aliança e mora no Jardim Progresso. “Se eu fosse de ônibus, teria que ir pro Centro primeiro. Vou devagar e presto atenção nos carros”, diz.

De acordo com a concessionária Vianorte, que administra a rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, o atropelamento registrado nesta segunda foi o primeiro de 2013 no Anel Viário Sul .

A concessionária orienta que pedestres e ciclistas “utilizem o trecho urbano que oferece calçamento e segurança para a travessia”. Em média, segundo a Vianorte, circulam na rodovia 25 mil veículos por dia.


2 Comentário(s)

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Alexandre Santos

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Pobre trabalhor que somente irá entrar para as estatisticas. Mais uma vitima do crescimento desordenado da cidade, que não conta com um planejamento urbano e logistico que venha a viabilizar a inclusão de todos

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Matheus Donaires

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Transito de carro no Anél Viário Sul todos os dias, faz parte da minha rotina. Fico revoltado em ver o ciclista desta matéria dizer que os carros não respeitam eles na rodovia. Afinal, me respondam, na rodovia é lugar de que? Carro, caminhão, moto ou bicicleta? Só faltava essa, fazer uma ciclofaixa em plena rodovia cuja velocidade é de 110km\H. Ontem eu vi o ciclista morto, ele deveria ter evitado o acidente atravessando por baixo do viaduto que dá acesso ao Nova Aliança, muito seguro, com risco zero de ser atropelado, e pior, esse acesso estava a poucos metros do acidente, posso afirmar que eram uns 50mts. O ciclista morto também colocou a vida do atropelador em risco, imaginem se o carro capota ou se tem uma crianças no carro. Os ciclistas precisam ser respeitados sim, mas os mesmos não podem se arriscar em uma rodovia e esperar que outros zelem por eles. Arriscar a própria vida e a dos outros não é desculpa, é hipocresia, principalmente quando a concessionária oferece meios seguros para se atravessar a rodovia, como neste caso.