Ser diabético e saudável? É possível sim!

Júlio Guioto é exemplo que, seguindo uma alimentação correta e se exercitando, é possível viver com saúde e alegria

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    • Isabella Grocelli
Matheus Urenha / A Cidade
O estudante de publicidade Júlio Guioto (foto: Matheus Urenha / A Cidade)

 

O Dia Mundial da Diabetes é lembrado nesta terça-feira (14). Porém, para Júlio Guioto, todo dia é importante para quem tem a doença. Com seu diagnóstico de diabetes tipo 1 completando 7 anos em novembro, o estudante de publicidade e propaganda de 23 anos ainda se lembra do dia que descobriu o diagnóstico.

Júlio relata que estava tomando banho para ir à escola quando sentiu muita fraqueza e quase desmaiou. “Minha mãe me levou para o postinho e chegando lá descobri que meu índice glicêmico estava em 560. Um diabético costuma ter um índice de 140 e uma pessoa normal, entre 70 e 110”, relembra.

A doença, ainda desconhecida para ele na época, lhe deixou em choque. “Minha reação foi péssima já que tinha essa privação de não poder mais comer o que queria”. Porém, meses após seu diagnóstico, seu padrasto e avó foram diagnosticados com diabetes tipo 2 então a rotina da casa foi alterada para todos.
“Só minha mãe que não tem diabetes em casa, então fizemos uma reeducação alimentar juntos. A páscoa em casa não é muito legal”, brinca.

Porém, mesmo após ter se mudado de sua casa, em Nuporanga, para Ribeirão Preto e deixado a ajuda da família o estudante conseguiu seguir a alimentação saudável à risca. E com alguns ajustes, como caminhar até o trabalho e sempre carregar na bolsa os equipamentos necessários para medir e aplicar doses de insulina, Júlio leva sua vida com saúde sem problemas.

“Após uns três anos do diagnóstico, confesso que dei uma fugida do tratamento. Mas você percebe quando não o segue e nota a diferença na qualidade de vida. Atualmente estou me sentindo muito bem, como uma pessoa que não tem diabetes”, comemora.

E aliado ao seu estilo de vida saudável, está a ajuda de seus amigos. “Meus amigos todos já sabem como me ajudar caso aconteça alguma coisa. É importante você ter pessoas em sua volta que te apoiem e estejam dispostas a ajudar”.

Já para quem recebeu recentemente o diagnóstico de diabetes, o conselho de Júlio é não apenas seguir os tratamentos, mas ser aberto com seus médicos. “Converse abertamente, eles que te ajudarão a regular e controlar a minha saúde. Se tornando amigo do seu médico e levando o tratamento a sério, você pode ter uma vida normal e saudável”.

Orientação médica

Para quem recebeu o diagnóstico de diabetes ou desconfia que há algo errado, a primeira coisa que a endocrinologista Marici Saad Cortez recomenda é procurar um médico. Ela afirma que hoje, além da dieta e do exercício físico, os pacientes já podem receber medicações logo após o diagnóstico, que lhe ajudarão a controlar e evitar complicações no futuro.

Segundo a Prefeitura de Ribeirão Preto, na cidade 24,9 mil pessoas retiraram medicamentos antidiabéticos como metformina, glibenclamida e insulina nas farmácias dos serviços de saúde públicos municipais (SUS) no primeiro semestre de 2017.

“Também é necessário ir ao médico a cada três ou quatro meses para realizar exames e ver se está tudo controlado, como o peso. Caso haja dificuldade no controle da dieta é necessário procurar um nutricionista ou nutrólogo para trabalhar em conjunto”.

Marici também afirma que informações na internet podem oferecer informações erradas aos pacientes. “Se você tiver que pesquisar algo ou tiver uma dúvida urgente, entre no site da Associação Brasileira de Diabetes (www.diabetes.org.br). Esses sites que prometem curas e tratamentos alternativos, por exemplo, não tem nada de científico”, alerta.

Arte / A Cidade


 


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