Garoto de 11 anos doa cabelo para menina com câncer

Reyarthur deixou o cabelo crescer durante três anos para fazer a doação; essa é a segunda vez que ajuda na fabricação de perucas

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    • Isabella Grocelli
Milena Aurea / A Cidade
Reyarthur deixou o cabelo crescer durante três anos para fazer a doação; essa é a segunda vez que ajuda na fabricação de perucas para os doentes (Foto: Matheus Urenha/ A Cidade)
 
 

Rei Artur é considerado um grande líder britânico da Idade Média por ter liderado a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões no final do século 5 e início do século 6. Sua vida ainda é tópico de estudos, sua história virou tema de livros e suas lendas, inspiração para o cinema.

Mas os feitos que o ACidade ON contará hoje são de um diferente Reyarthur. Um Rey que em vez de realizar grandes feitos com uma espada e uma coroa, suas armas são seu grandioso coração e seu ainda maior cabelo.

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Milena Aurea / A Cidade
Reyarthur deixou o cabelo crescer durante três anos para fazer a doação; essa é a segunda vez que ajuda na fabricação de perucas para os doentes (Foto: Matheus Urenha/ A Cidade)

 

Com apenas 11 anos de idade, Reyarthur de Souza Ferreira já conseguiu doar seu cabelo para a fabricação de perucas para pacientes com câncer uma vez. E neste mês das crianças, o menino decidiu repetir seu corajoso ato para ajudar uma menina que passa por tratamento.

“Essa doença é muito ruim. Os homens até tudo bem, mas as mulheres ficam em tratamento, podem perder todo o cabelo. Então pelo menos um pingo de felicidade é bom”, explica.

Mas se engana quem pensa que Reyarthur não precisou da ajuda de um dos seus Cavaleiros da Távola Redonda para iniciar essa tradição.

Segundo a mãe, Luzia Aparecida de Souza Ferreira, o menino nunca gostou de cortar o cabelo. Porém, quando foi criada em Barrinha uma campanha de doação de cabelos para a fabricação dessas perucas em 2014, Luzia despretensiosamente comentou com o menino sobre a ação, que topou a ideia na hora.

“No dia que soube, pensei ‘Ah, ele não vai querer cortar o cabelo’ mas falei que estava tendo uma campanha para o Hospital do Câncer, que as pessoas perdem o cabelo e ficam carequinhas. Perguntei se ele não queria cortar o cabelo e na hora ele disse ‘ah, eu quero, assim eu quero’”, relembra.

E acabou que não apenas o menino Reyarthur, com apenas 8 anos na época, decidiu doar. “Quando ele cortou, eu e minha filha acabamos cortando também. Ficamos todos de cabelo curto”.

Porém, desta vez, apenas o Rey decidiu realizar uma doação. Doação da qual ele se preparava desde o primeiro corte. “Queria deixar crescer para doar de novo. Confesso que me achei um pouco estranho [da primeira vez que doei], não sabia nem como lavar”.

Apesar de estar nervoso antes e durante o corte, pois o cabelo “já faz parte dele”, o menino afirma com a convicção de quem carrega Rey no nome: pretende deixar o cabelo crescer novamente para doá-lo pela terceira vez. “Quero cortar e deixar crescer para doar de novo”.

Para sua mãe, a palavra que melhor descreve o filho é digna de rei: valente. “Para um menino ter um cabelo desse tamanho... da primeira vez [que ele deixou o cabelo crescer], ganhou até apelidos das outras crianças. Eu respeito a decisão dele de deixar o cabelo crescer de novo e vou apoiá-lo no que for”.
 


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