'Parecia que havia caído uma bomba na cidade', diz ribeirão-pretano sobre Irma

Fernando Godoy, que mora em Orlando há 17 anos, relata agonia e medo durante passagem do furacão

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    • Isabella Grocelli
Fernando Godoy / Arquivo pessoal
Fernando Godoy afirma que passagem do furacão Irma por Orlando durou quatro horas; clique e veja galeria de fotos (Foto: Fernando Godoy / Arquivo pessoal)

 

“Parecia que havia caído uma bomba na cidade”.

A frase é do ribeirão-pretano Fernando Godoy, que mora há 17 anos em Orlando. O empresário de 40 anos relata que o furacão Irma, que passou pela cidade na madrugada de domingo (10) para segunda-feira (11) assustou os moradores e causou não apenas horas, mas dias de agonia.

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“Começamos uma semana antes os preparativos para o furacão. Ficamos na agonia se ele ia passar por Orlando ou não”. E apesar do Irma não ter sido tão forte quanto o furacão Charley, em 2004, esse foi ainda mais tenso para a família do brasileiro. “Ele demorou muito. Chegou 0h e durou até às 4h enquanto o Charley foi embora em uma hora”, relembra.

Fernando relata que após o furacão Andrew, que passou pelos Estados Unidos em 1992, as casas começaram a ser construídas com uma resistência maior a furacões. Portanto, o ribeirão-pretano e sua família puderam enfrentar a tempestade em casa. “Moramos em um condomínio que fica em um lugar alto, então não tivemos risco de inundação. Não perdemos nem a energia, tivemos sorte. Temos amigos aqui que só voltarão a energia na quarta-feira (13)”, explica.

Já depois da tempestade, Fernando relata que o que presenciou é impressionante. “Aqui é um lugar muito arborizado, então apesar de não ter causado muito estrago estrutural, é uma vista impressionante. Até mesmo um carvalho caiu em cima de um carro”.

Com família aqui em Ribeirão Preto, o empresário conseguiu manter contato com o pai e o irmão durante a tempestade. “Conseguia falar com ele por WhatsApp. Mandava vídeo e fotos, inclusive quando começou o furacão para tranquiliza-los”.

Apesar do Irma não ter sido o primeiro furacão enfrentado por Fernando, a sensação de alívio após a tempestade é tremenda. “Apesar de a gente ver isso pela televisão, não temos noção do que realmente é até passar por essa experiência. Você não tem ideia do que é ouvir sua casa estralando pelo vento, ver árvores caindo”, conclui.

Fernando Godoy / Arquivo pessoal
Carro ficou preso entre árvores caídas durante furacão Irma; clique e confira galeria de fotos (Foto: Fernando Godoy / Arquivo pessoal)

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