População já encontrou 113 macacos mortos em Ribeirão

Do total de animais localizados na cidade, dois morreram em decorrência da doença

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    • Wesley Alcântara
Mastrangelo Reino / A Cidade
Os saguis são vistos nas árvores de praças da cidade (Foto: Mastrangelo Reino - Arquivo A Cidade)

 

Com o apoio da população, a Secretaria Municipal da Saúde conseguiu encontrar 113 macacos mortos – a maioria na área urbana de Ribeirão Preto – entre janeiro e o início deste mês. O caso veio à tona já que cinco animais - dois deles achados neste ano - morreram em decorrência da febre amarela.

A secretaria aguarda resultado de exame para confirmar se 13 macacos do total encontrado morreram devido à doença. Exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz descartaram a causa de morte por febre amarela de 98 deles (leia mais abaixo).

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A médica sanitarista da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Ana Alice de Castro e Silva, afirma que o número de macacos encontrados pelos moradores é expressivo. No entanto, segundo ela, reflete um trabalho desenvolvido pela Secretaria da Saúde que incentivou a população a avisar quando algum macaco fosse achado morto. Isso ocorreu depois da confirmação, no final do ano passado, do primeiro caso positivo da doença no animal.

“E a resposta foi bastante satisfatória, aumentando o número de notificações. Todos os macados foram recolhidos e enviados para análise”, diz.

Ana Alice explicou que, entre janeiro e setembro de 2016, foram encontrados apenas quatro macacos mortos. No entanto, esse número saltou para 39 de outubro a dezembro do ano passado. “O número é grande. Mostra a sensibilidade da população para o problema. E, para nós, os resultados negativos dão a garantia de não estar circulando o vírus da febre amarela entre eles”, afirma.


Causa das mortes

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a maioria da causa das mortes dos macacos foram por eletrocução (por pularem em fiação elétrica) ou por atropelamento próximo às matas na área urbana.


Vacinação

A Secretaria da Saúde orienta para que a população atualize a carteira de vacinação e busque se imunizar contra a febre amarela. A campanha foi intensificada desde outubro de 2016. Só neste ano foram aplicadas mais de 89,5 mil doses.


Combate ao mosquito

Na avaliação da médica sanitarista, apesar de a transmissão da febre amarela em Ribeirão estar controlada, é preciso reduzir a infestação dos mosquitos transmissores na área urbana (Aedes aegypti e albopictus). “É preciso mantermos alta cobertura vacinal da febre amarela e as ações dependem também de cada munícipe, como mantermos a cidade limpa e atualizarmos nossa vacina”, explica Ana Alice de Castro e Silva.

Ribeirão registrou, em dezembro do ano passado, uma morte de humano em decorrência da febre amarela. O paciente não estava imunizado contra a doença.

 

 

NÚMEROS
DE JANEIRO A SETEMBRO DE 2016

4 macacos encontrados mortos

ENTRE OUTUBRO E DEZEMBRO DE 2016
39 macacos encontrados mortos

JANEIRO A 7 DE JULHO DE 2017
113 macacos encontrados mortos


Quem avisar quando um macaco for achado morto?
A orientação da Divisão de Vigilância Epidemiológica é para que o morador telefone para o número (16) 3628-2015 – técnicos irão fazer o recolhimento do animal. Em tempo: evite tocar no macaco


ENTENDA A FEBRE AMARELA
O que é

Doença infecciosa grave causada por vírus

Sintomas em humanos
Febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso

Transmissão
Mosquitos Haemagogus e Sabetes (meio silvestre) e Aedes aegypti ou albopictus (meio urbano)

Prevenção
Vacinação e eliminação dos criadouros do mosquitos


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