Morre o jornalista e compositor Domingos Leoni

Famoso por sua atuação no jornalismo esportivo, escritor e jornalista fez história em Ribeirão Preto

    • ACidadeON
    • Júlia Fernandes
Reprodução Terceiro Tempo
Domingos Leoni em foto de 2009 (Foto: Reprodução Terceiro Tempo)

 

“Não quero ver, não, não quero ver o choro atrás dos rastros que você deixar; o conflito dominar as novas gerações; o desamor e a tristeza em tantos corações.”

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O refrão de “Só o Amor Constrói”, cantada por Wanderlei Cardoso e composta por Domingos Leoni, era um dos orgulhos do jornalista e compositor, que morreu nesta quinta-feira (15), aos 78 anos, em Ribeirão Preto, vítima de um quadro de pneumonia.

“Ele era mineiro [nasceu em Passos], mas tinha o coração paulista. Foi aqui [Ribeirão Preto] que criou raiz, ainda com 17 anos, quando começou a realizar seu primeiro sonho: o jornalismo esportivo, na antiga rádio PRA-7. Eu era menino e vi a carreira dele passar”, conta o sobrinho Artur Melo Neto, 62.

E não há dúvidas: além de família, Leoni era ídolo para Neto. “Meu tio era imprevisível. Vivemos juntos por muito tempo, inclusive em São Paulo, e também em seus últimos quatro anos, depois que ele sofreu um AVC. Desde então, precisava de ajuda para tudo”, conta.

Amigos e familiares se despediram de Domingos Leoni no Memorial Bom Pastor nesta quinta-feira (15) – ele foi sepultado no cemitério Bom Pastor. Agora, vive eternizado, feito os refrões que ajudou a construir.

Carreira

Domingos Leoni era jornalista, radialista e publicitário. Nos anos 1960, atuou como locutor esportivo em várias emissoras de Ribeirão Preto e, em seguida, mudou-se para São Paulo. Por lá, trabalhou na Record, Joven Pan, Bandeirantes e Gazeta.

Também fez carreira como compositor e escritor. Na música, foi parceiro de músicos como Antônio Marcos, Milton Carlos, Sérgio Sá e a dupla Dom e Ravel. Os maiores sucessos são “Só o Amor Constrói”, gravada por Wanderley Cardoso, e “A Missa”, cantada por Jair Rodrigues.

Na literatura, lançou os livros “Nos cafundós de Minas”, uma seleção de causos prefaciados pelo ator Anselmo Duarte, e o conjunto de crônicas em “Das Coisas da Vida” e “Da vida das coisas, mais um punhado de causos”.

 


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