Armazém Baixada comemora um ano com show da banda Aláfia

Banda apresenta seu novo álbum "SP Não é Sopa" na noite deste sábado (13)

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Valeska Mateus
Edu Pimenta / Divulgação
Candomblé, samba e reggae dão o tom da banda Aláfia (Foto: Edu Pimenta / Divulgação)

 

Na noite em que comemora um ano, o Armazém Baixada traz para seu palco o ritmo que exalta a negritude da banda Aláfia, no show do seu novo CD: “São Paulo Não é Sopa, na Beirada Esquenta”.
Lançado pouco mais de um ano após o último trabalho, “SP Não é Sopa” é trilha sonora para a capital paulistana. Um álbum que nasceu de um recorte de algumas canções cujo tema era a cidade de São Paulo aliado a uma vontade de colaborar com grandes artistas que circulam pelas bordas da metrópole.

“O nosso som se identifica com essa São Paulo e até se confunde mesmo em muitos termos. São Paulo é uma relação de amor e ódio mesmo. Pensei muito nas grandes trilhas de blaxploitation (movimento cinematográfico norte-americano em que os negros assumiam papel de protagonistas) para produzir esta homenagem concreta e ácida”, explica o vocalista e guitarrista Eduardo Brechó.

A banda Aláfia – que em yorubá significa ‘caminhos abertos’ - surgiu há seis anos dos encontros de Brechó e Jairo Pereira no Sarau da Cooperifa. Com base nos discursos míticos, as canções da banda fundem a sonoridade do candomblé, do samba e do reggae, revelando a sua forte identidade, que ganha ainda mais ênfase no palco com a soma das vozes de seu três vocalistas: Brechó, Xênia e Pereira.

“Esta fusão se dá de maneira espontânea. Muitas vezes, a canção sugere uma levada/proposta rítmica e hoje já temos nossa maneira de receber e transcriar o que a canção nos pede”, detalha Brechó.

A liberdade criativa e a sonoridade multifacetada da banda, assim como sua nítida vontade de agregar, revelam as diversas influências, como a do músico americano George Clinton e seus grupos de funk.

Para os integrantes da banda, esse álbum pode ser considerado como um desdobramento do trabalho realizado nesse tempo de estrada. E embora seja tão corajoso quanto o CD “Corpura”, tem um tema principal diferente. “SP Não É Sopa tem poluição. O olhar é o mesmo, a raiz é a mesma: o resultado é diferente. É menos telúrico e mais concreto”, define o vocalista.

E é esse repertório que o público vai curtir no show de hoje. “Ribeirão é nossa casa!”, afirma Brechó.

De brechó a espaço cultural

O prédio de mais de 80 anos, em pleno Centro de Ribeirão Preto, que já foi, entre outras coisas, um tornearia, uma feira de automóveis, loja de bicicletas e até um tradicional brechó de livros, roupas e móveis, há um ano se tornou um dos espaços culturais mais badalados da cidade.

Com a ideia de montar um espaço que comportasse eventos de médio porte, para circulação de grupos de grande expressão na cena musical independente, nasceu o Armazém Baixada, no antigo galpão. “Eu sempre brinco dizendo que a Baixada tem o potencial para ser a “Augusta” [rua Augusta em São Paulo] de Ribeirão, onde a vida urbana pulsa de dia e de noite, e a diversidade de pessoas que orbita a região torna muito rica tanto em cultura quanto na produção de alteridade. Além disso, a Baixada é nosso centro histórico, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto por ser o epicentro onde a história de Ribeirão se iniciou”, comenta Jonas Paschoalick.

Serviço
1 ANO DE ARMAZÉM COM ALÁFIA

Show “SP Não é Sopa”
Quando: Hoje, a partir das 22h
Onde: Armazém Baixada (rua Duque de Caxias, 141)
Quanto: De R$ 20 a R$ 30


0 Comentário(s)

Seja o primeiro a comentar.