As memórias do judeu alemão Friedrich Adler

Professor de Ribeirão participa da pesquisa e tradução de documento escrito por comerciante perseguido e morto pelos nazistas

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    • Angelo Davanço
Matheus Urenha / A Cidade
As memórias do judeu alemão Friedrich Adler encontrada por um sobrinho em São Paulo (Foto: Matheus Urenha/A Cidade)

 

Uma pesquisa realizada desde setembro de 2016 em São Paulo, Jerusalém, Alemanha e Holanda passa, quem diria, por Ribeirão Preto.

Historiador, professor e diretor do IEBA (Instituto de Ensino Brasil Alemanha), o cônsul honorário Rudolf Schallenmüller é um dos responsáveis pela tradução de um manuscrito do alemão judeu Friedrich Adler.

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O documento original, de 90 páginas, foi encontrado por um sobrinho de Adler, que vive em São Paulo. “O texto conta as origens da família, como viviam, o cotidiano dos judeus na sociedade alemã. Eram pequenos comerciantes, padeiros... Foram estes os judeus enviados aos campos de concentração, não foram os ricos”, explica Rudolf.

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O historiador, professor e cônsul honorário Rudolf Schallenmüller (Foto: Matheus Urenha/A Cidade)

 

E foi este o destino de Friedrich Adler, um pequeno comerciante de roupas esportivas que, após fugir em 1939 para a Holanda - onde redigiu o documento -, foi descoberto quatro anos depois e deportado para o campo de Dachau, na Alemanha, onde trabalhou forçado até morrer, em 1944, aos 33 anos.

Os pais e um tio de Adler conseguiram fugir antes para o Brasil, apesar das dificuldades impostas pelo governo Vargas, simpatizante do ditador Adolf Hitler.

Rudolf acredita que a pesquisa ainda leve um ano para ser concluída. “Trata-se de um documento familiar, mas que pode nos ajudar a analisar o período histórico do holocausto”, diz o professor.

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O comerciante Friedrich Adler, morto pela Alemanha nazista (Foto: Reprodução)

 


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