Festival de gargalhadas em Ribeirão Preto

Comediantes  de diferentes estilos sobem ao palco para provocar o riso no Festival de Stand Up Comedy

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Valeska Mateus
Divulgação
Nany People participa do festival em Ribeirão Preto (foto: Divulgação)

 

Uma noite de muitas gargalhadas. É o que promete o 2º Festival de Stand Up Comedy ao reunir 12 humoristas brasileiros em um único evento, hoje, no Centro de Eventos do RibeirãoShopping.

Seja com as sátiras ao universo masculino de Bruna Louise, as piadas com pitada sexual de Nany People, as histórias do dia a dia transformadas em comédia por Fábio Lins ou a irreverência de Rodrigo Capella, a ordem é dar risada com os mais diferentes estilos de humor.

Aliás, é justamente essa rica mescla de estilos o forte do Festival de Stand Up, que o difere de um show de comédia solo. O público consegue ver uma coisa inédita, conferir de uma só vez várias gerações de humoristas. Para Bruna, com o curto tempo de apenas 10 a 15 minutos de apresentação, em um festival é preciso ser mais certeiro para arrancar a gargalhada. “Prefiro levar o que já está certo, aprovado, sem muito improviso”, diz a youtuber do canal Desbocada, atriz e humorista, que compõe a equipe do programa A Pergunta Que Não Quer Calar, do canal Multishow.

E Nany concorda. “O comediante está em seu momento “Creme de la Creme”, em que tem que se chegar já com a cereja do bolo. É a fauna, flora e a primavera...”, comenta Nany, que revela fazer Stand Up desde quando o formato ainda era chamado de plateia, há mais de 20 anos.

“É o filé do repertório. Temos 15 minutos para convencer alguém, mostro o que tenho de melhor e o de mais inédito, que ainda não saiu na internet”, opina o comediante Rodrigo Capella.

Formato

E a interação entre os próprios comediantes também é fundamental para o sucesso e o riso. “Em um festival é preciso se adaptar ao comediante que vai antes e o que vem depois, para não repetir o tema na sequência ou mesmo dar continuidade ao assunto, deixando o público mais leve”, define Lins, que na hora de criar seu repertório, tira partido das suas próprias aventuras e desventuras. “Gosto muito de falar sobre mim mesmo, minhas fraquezas, erros e coisas engraçadas da vida... além da linha crítica de ir contra o preconceito, contra ideias conservadoras”, revela o ator, autor e apresentador do Prêmio Multishow de Humor. 

E ser mulher não é tão fácil no humor. Além de ser o grande alvo das piadas dos comediantes, o espaço ainda tem pouca representatividade feminina. “Ainda há preconceito, machismo, mas daqui a alguns anos vamos nos equiparar. Quando comecei havia uma lenda urbana que mulher não era engraçada”, lembra Bruna.

Em contrapartida, a comediante usa justamente os homens para criar seu repertório e conquistar o público. “Tenho um texto muito feminino, que fala da vida das mulheres e elas se identificam muito. Satirizo os homens, na contramão da maioria dos humoristas”, declara. 

Democratização 

Para os comediantes, o Stand Up se democratizou por ter um baixo custo, por não ter cenário e por exigir que a interatividade do humorista com o público seja maior, já que o artista só tem o microfone e seu texto. “Quando vou para a cena tenho como se fosse uma janela, para pegar pedacinhos do público e montar o texto ali”, descreve Nany. Capella e Lins afirmam que festival é algo muito interessante não só para o público, como para o comediante. “Uma alegria pelo reencontro de colegas. Vemos o que o outro está fazendo, é uma troca. Me divirto, divirto o público e a gente se diverte”, define Lins.

SERVIÇO - FESTIVAL DE STAND UP COMEDY

Quando: Hoje, às 21h

onde: Centro de Eventos do RibeirãoShopping (avenida Cel. Fernando Ferreira Leite, 1.540)

Quanto: de R$ 60 a R$ 80, no site

ingressorapido.com.br

 


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