Curumin e as canções de seu novo disco

Músico traz a Ribeirão Preto o seu mais recente trabalho: 'Arrocha'; apresentação será no Armazém Baixada, neste sábado (18)

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Rafael Rocha / Divulgação
Curumin foi beber na fonte do candomblé e da sonoridade da Bahia (Foto: Rafael Rocha / Divulgação)

 

Uma celebração à natureza, cantada na visão de Curumin e através de seus elementos e deuses permeiam o disco “Arrocha”, o mais recente trabalho do músico paulistano, que ele traz para o palco do Armazém Baixada, neste sábado (18), em Ribeirão Preto.

Falar da temática, sem cair no discurso do ativismo foi o grande desafio do compositor. “Foi difícil, porque não queira cair no discurso clássico da preservação. Optei por falar da natureza como um lugar de celebração, especial e que, sendo assim, se deve cuidar. Li muito sobre o candomblé, que tem essa visão religiosa dos elementos da natureza e usei como ponto de partida. Foram os arquétipos da natureza, as histórias universais muito antigas que me inspiraram a escrever as canções”, revela Curumin.

E além do candomblé, a força cultural e musical da Bahia está muito presente no disco. Como na regravação da canção de 1980, “Vestido de Prata”, de Paulinho Boca de Cantor, tão cantada pelos Novos Baianos e que no CD é embalada pelos vocais de Céu. “A Bahia é o Big Ben do Brasil... Na época que estava fazendo o disco estava encantado com a explosão da musicalidade baiana, tanto das músicas atuais como as antigas. Com certeza estava no meu imaginário”, afirma Curumin.

Pegada eletrônica

Trabalho em que as bases eletrônicas – samplers, teclados, computadores e outros recursos -, imprimem a contemporaneidade. “O eletrônico me encanta bastante e é um jeito de me colocar no agora. Como tinha essa preocupação de trazer algo novo, eles foram fundamentais”, diz.

Segundo Curumin, “Arrocha” se aprofunda em timbres mais graves, mais agudos, com mais batidas, que tem muito a ver com o universo eletrônico.

Em seu quarto álbum, o músico optou por gravar em casa, o que lhe permitiu um experimentalismo maior.

“Foi um processo muito natural, em um ambiente muito acolhedor. O disco foi feito de um jeito leve, fluindo muito bem e com todos felizes. Diferente de se fazer em um estúdio, que é um lugar mais frio e que exige objetividade, já que cada minuto é pago. Estar em casa possibilitou testar novas frentes”, detalha

Convidados especiais

Em “Arrocha”, Curumin conta com a participação de artistas como Russo Passapusso, Marcelo Jeneci, Guizado, Edy Trombone e Ricardo Hertz, convidados de acordo com o que cada música precisava. “O Jeneci imprimiu mais melodia e mais harmonia.... O Russo é parceiro no Afoxoque e fez a música fluir e comunicar no jeito do rap e do MC...”, cita. Canção que mescla o afoxé com o choque, por conta do baixo de teclado. “Ao escrever a letra fui pesquisar o significado de Afoxé e tudo surgiu daí. Afoxé é ‘a força da palavra’ ou a ‘palavra retumbante’ que tinha tudo a ver com o forte discurso do disco e isso me ajudou muito no lado poético”, conta.

São as músicas de “Arrocha”, além de um apanhado dos outros três discos e canções de outros artistas como Céu e Trio Mocotó que os fãs vão curtir no show deste sábado. Mas Curumim avisa: “O repertório fica a critério do meu momento.”

Serviço

Curumin

Quando: Sábado, a partir das 22h
Onde: Armazém Baixada (rua Duque de Caxias, 141 - Centro)
Quanto: R$ 20 (antecipado nos pontos de venda),
R$ 25 (na portaria com nome na lista) e R$ 30 (na portaria sem nome na lista)


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