Quarteirão Paulista é eleito o ponto turístico mais encantador de Ribeirão Preto

Em enquete realizada no ACidade ON, leitores escolheram o conjunto arquitetônico no coração da cidade, com 2.724 votos

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Isabella Grocelli



Quando você pensa em lugares de Ribeirão Preto que merecem ser conhecidos e que encantam os visitantes, qual o primeiro lugar que vem à sua cabeça?  

Segundo os leitores do ACidade ON, esse lugar é o Quarteirão Paulista. Enquete realizada em nosso site,  mostra que para 44,93% dos participantes, ou seja 2.724 entrevistados,  o conjunto arquitetônico que engloba o Edifício Meira Jr. com a Choperia Pinguim no térreo -, o Theatro Pedro II, o Centro Cultural Palace e a Praça XV de Novembro, é o lugar mais encantador de Ribeirão Preto.  

No total, 6.094 internautas participaram da enquete do ACidade ON. Também constavam na lista de opções para votação o Bosque Municipal Fábio Barreto, o Complexo USP / Museu do Café e os parques Dr. Luís Carlos Raya e Prefeito Luiz Roberto Jábali (Curupira),. 

O Bosque  foi o segundo lugar mais votado, com 2.495 votos (40,72%). O Museu do Café recebeu 576 votos e os parques Raya e Curupira, alvos de denúncias de descaso do poder público por mato alto, lixo e brinquedos quebrados, foram lembrados por apenas 299 votantes. 

Segundo Isabella Pessotti, secretária municipal de Cultura, a escolha não é em vão. "O quarteirão compõe uma paisagem muito bonita, não apenas os prédios, mas também os paralelepípedos preservados. Você se sente transportado no tempo".  

Já para Mariana Jábali, presidente da Fundação Pedro II, as próprias mudanças pelas quais o quarteirão - em especial o Theatro Pedro II - passou foi como se a população ganhasse novamente esse espaço. "Fatos como o teatro ter ficado fechado por tanto tempo, o próprio incêndio. A revitalização trouxe um animo novo para o lugar", afirma.  

E não apenas de cultura o Quarteirão Paulista é composto. A Praça XV de Novembro data da Proclamação da República foi palco de eventos que marcaram a cidade. "Além de grandiosos eventos culturais, comícios políticos, protestos também foram feitos lá. Se você falar da praça para pessoas da região, todo mundo conhece", comenta Edmilson Domingues, Secretario do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Serviços de Ribeirão Preto.  

E apesar de não ser tão antigo quanto os outros pontos, o Abel, da famosa Garapeira do Abel, afirma que não há lugar melhor para se estar. "Quarenta anos que estou aqui e, se Deus quiser, fico mais 40. Aqui tem muitos fregueses, todo mundo é conhecido", explica.  

Segurança, preservação e carinho  

Apesar de já ser um ponto querido da cidade, Edmilson afirma que uma visitação ainda maior dos moradores e turistas ajudaria a melhorar o ponto.  

"Quanto mais ocupamos o espaço com cidadãos que são daqui e nos visitam, mais teremos condições de melhorá-lo, dando melhores condições, colocando à disposição do público melhores condições de atendimento na área do comércio e banheiros".  

Para Abel, também é importante que os moradores de rua que estão no entorno do quarteirão sejam acolhidos e abrigados.  

Já Mariana e Isabella pedem a preservação e o carinho dos moradores com os patrimônios históricos. "Não é só o poder público que cuida, nós também cuidamos. Quem não tem história e memória é muito pobre e nós somos muito ricos nisso", conclui Mariana.

Um pouco de história...  

No início da década de 1930, quando os "barões do café" ainda davam as cartas na economia regional, a Cervejaria Paulista financiou o projeto que culminou nas construções, em frente à praça XV de Novembro - marco da fundação da cidade - o Theatro Pedro II e o edifício Meira Júnior numa das esquinas das ruas General Osório com Álvares Cabral. Eles vieram a formar, juntamente com o então já existente Hotel Central (atual Palace), na Duque de Caxias com Álvares Carbral, o famoso "Quarteirão Paulista". Projetado para abrigar lojas e uma luxuosa confeitaria, no térreo, e escritórios nos andares superiores, o edifício Meira Júnior sofreu mudanças em seu uso e arquitetura através dos anos, bem como o Theatro Pedro II, que foi destruído por um incêndio, na década de 1970, e só veio a ser reformado e restaurado no final dos 1990. (Com Silvia Pereira)


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