Inflação de maio é a menor em cinco anos, aponta Acirp

Grupo Transporte e frutas - mamão, laranja - ajudaram a frear a alta no custo de vida em Ribeirão Preto

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Gabriela Virdes

O automóvel usado, o etanol e as frutas como mamão, laranja e tangerina são os ‘mocinhos’ do orçamento familiar, já que contribuíram para a queda da inflação do mês de maio em Ribeirão Preto.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), a cidade registrou deflação de 0,433%. Sendo este, o melhor resultado para o mês de maio desde 2012 (-0,35%). “Maio costuma ser um mês tranquilo, de inflação baixa”, afirma o economista da Acirp Gabriel Couto.

Para ele, a surpresa não foi pelo resultado de deflação. Mas, sim, pelo retorno do preço dos alimentos. “Em abril, o grupo da Alimentação tinha sido o destaque de alta. E, para o mês passado, toda esta alta, recuou”, diz.

Outro destaque que puxou a inflação para baixo foi o grupo de Transporte, com o automóvel usado e o etanol. “Itens que têm se mostrado bastante instáveis nos últimos meses”, frisa.

De acordo com Couto, o combustível sofre influência do período de safra. “Porém, para este mês, podemos ter um resultado diferente, já que o etanol teve aumento nas bombas”, explica.

Bolso

Apesar de o índice mostrar que há aumentos e quedas de preços –e deflação -, estes não são facilmente sentidos pelo consumidor. Segundo o economista da Acirp, isso acontece, pois o índice leva em consideração o peso e valor dos itens consumidos para refletir o custo de vida.

“Desta forma, o consumidor nota, principalmente, a variação de preços dos produtos que consomem regularmente. O que, no geral, é difícil de detectar”, diz.

Por essa razão, Couto afirma que, em momentos em que a inflação tem variado bastante, é preciso reforçar a importância da pesquisa no dia a dia do consumidor. “Com os preços variando mais, acaba que um ou outro estabelecimento tenha preços defasados, o que gerará economia para o bolso”, conclui.

Expectativa é de aumento

Depois da surpresa de deflação em maio, a expectativa do economista da Acirp Gabriel Couto para o mês de junho é que a inflação volte para o terreno positivo, mas deve seguir comportada, bem mais baixa do que nos anos anteriores. “A tendência é que o resultado fique dentro do intervalo entre 0,20% e 0,40%, ou seja, mais baixa do que em junho do ano passado, que ficou em 0,839%.” Isso porque, segundo Couto, o índice será impactado pelo aumento do preço dos combustíveis e também por reajustes em cursos extracurriculares. “A tendência é ter, agora em meados do ano, taxas de inflação controladas. Isso porque, tradicionalmente, nos meses de junho, julho e agosto, os alimentos não impactam tanto.” Porém, mesmo neste contexto de inflação comportada, o economista destaca a importância de as famílias consumirem de acordo com o orçamento. “Principalmente em momentos de crise, como o enfrentando, com desemprego ainda alto, o consumidor não deve comprometer demais a renda”, finaliza.

Arte / A Cidade


 


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