Faturamento do comércio de Araraquara cresce 8% em fevereiro

A expectativa de renda extra com os saques do FGTS, que teriam início em março, elevou a propensão ao consumo, afirma economista

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Da reportagem
Comércio varejista de Araraquara tem faturado bem neste início de ano

O faturamento real do comércio varejista na região de Araraquara atingiu R$ 1,3 bilhão em fevereiro. Isso significa uma alta de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Esse foi o segundo melhor desempenho entre as 16 regiões do Estado de São Paulo. O valor também foi o maior para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2008. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas cresceram 7,4%.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Entre as nove atividades analisadas, apenas os segmentos de materiais de construção (-4,4% e impacto negativo de 0,3 pontos porcentual (p.p.) para o resultado geral) e concessionárias de veículos (-1,7% e contribuição de -0,2 p.p.) apresentaram queda no faturamento em fevereiro no comparativo com o mesmo mês de 2016. Os destaques positivos foram os segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (39,6%), supermercados (9,4%) e outras atividades (8,4%) que, em conjunto, contribuíram com 7,1 p.p. para o crescimento das vendas do varejo da região de Araraquara.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o que está por trás desse desempenho favorável - e que consegue ampliar o nível de consumo na região - são os bons números do agronegócio com preços de algumas commodities em alta (como laranja e açúcar) e crescimento da safra.

Para o Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), o otimismo e o aumento da confiança que pairavam sobre a economia no início do ano contribuíram para alavancar as vendas. “As contratações de funcionários temporários para o Natal aumentaram a renda para o consumo, considerando ainda que muitos continuaram nos postos em janeiro e fevereiro. A expectativa de renda extra com os saques do FGTS, que teriam início em março, elevou a propensão ao consumo”, afirma a economista Délis Magalhães.

 


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