Potencial de consumo cresce 22% em Ribeirão Preto

Ribeirão-pretanos devem gastar R$ 22,8 bilhões neste ano, segundo o estudo IPC Maps 2017

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Micaela Lepera
Publicitária Fernanda Penariol, 28 anos, comprou um apartamento para sair do aluguel (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

 

Os ribeirão-pretanos devem gastar R$ 22,8 bilhões neste ano, 22% a mais do que no ano passado, segundo o estudo IPC Maps 2017, da IPC Marketing Editora, que disponibiliza informações demográficas e de potencial de consumo de todos os municípios brasileiros.

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As 22 categorias elencadas no estudo apresentaram crescimento, com destaque para matrículas e mensalidades (29%), despesas com viagens (27%), materiais de construção (25%) e despesas com saúde – com exceção de medicamentos (25%).

"É um sinalizador, um indicador de tendência. Mostra que a economia está melhorando, mas é uma melhora gradativa, um processo lento", afirma o economista Edgard Monforte Merlo, da FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo).

Mercado imobiliário

A publicitária Fernanda Penariol, 28 anos, está contribuindo para o aumento do potencial de consumo em Ribeirão Preto. Ela comprou um apartamento no Tapuias Residencial, empreendimento da Hugo Engenharia no Alto do Botânico, zona Sul da cidade.

"Sou de Jaboticabal, mas trabalho aqui e minha família sempre vem para cá. Então, decidimos comprar um apartamento. Assim, saio do aluguel e minha família tem onde ficar quando vier para Ribeirão", relata.

Apesar da crise econômica nacional, mais de 80% dos apartamentos do Tapuias Residencial foram vendidos em 12 meses. "As vendas foram tão boas que a construtora está em busca de terrenos para a construção de novos empreendimentos na cidade", conta Hilton Hugo da Silva Fabbri, diretor da Hugo Engenharia.

Ranking

De acordo com o IPC Maps, Ribeirão Preto ocupa a 15ª posição no ranking nacional de potencial de consumo e o 4º lugar no ranking estadual. Em 2016, a cidade figurava na 20ª posição no ranking nacional e no 6º lugar no ranking estadual.

"Há 20 anos no setor da construção civil de São José do Rio Preto, a Hugo Engenharia queria expandir sua área de atuação no interior do Estado e veio para Ribeirão Preto após estudos indicarem o grande potencial de mercado da cidade", relata Fabbri.

Brasil

Ainda conforme o IPC Maps, os brasileiros devem gastar R$ 4,2 trilhões neste ano, R$ 316 bilhões (8%) a mais do que em 2016. "Em termos reais, a variação do potencial de consumo entre 2016 e 2017 foi de 0,42%, o que já é um primeiro sinal positivo de retomada da economia no país. Por dois anos seguidos (2015 e 2016), as quedas foram superiores a 4% por ano", destaca Marcos Pazzini, autor do estudo.

"Em valores constantes (sem considerar inflação), os valores de 2017 equivalem a valores de 2011, portanto, foram seis anos perdidos em termos de poder de compra do consumidor brasileiro", completa Pazzini.

O autor diz que, para 2018, as perspectivas são ainda melhores, com crescimento da economia num patamar maior que o previsto para 2017.


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Fernanda Defendi

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